A lenda do Martim Pescador (El Jurunda)

Por Rafael.leyenda del jurunda, el martin pescador

Diferente das outras, esta lenda não envolve o amor entre dois jovens. O protagonista, aqui, é um menino imprudente.

Contam que dois garotos  pescavam em um rio. Um deles, mais audacioso, queria pescar onde as águas são mais perigosas. Não se contentava em ficar no mesmo lugar. Seu amigos o advertiram, mas não adiantou, para lá foi ele.

Não deu outra. O garoto escorregou e caiu nas águas turbulentas de um redemoinho, salvo apenas por um tronco. Os outros foram buscar ajuda. Quando a mãe do menino viu a situação dele, sem pensar, jogou-se nas águas para salvar seu filho. Porém ela engolida pelo rio.

Desesperado, o garoto olhou para o fundo das águas, de lá, dois olhos brilhantes o fitavam. Era o Yporã, a criatura dos rios. A entidade decidiu castigar o menino, que havia sido inconsequente e, pelos seus atos, levou sua mãe à morte. Como gostava de pescar e nadar, o menino virou pássaro, que sempre está na beira dos rios, atrás de um peixe. Hoje, esse pássaro é conhecido como Martim Pescador, ou El Jurunda.

Essa versão foi tirada do livro Leyendas y creencias populares del Paraguay.

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Paraguai, rio das coroas: A lenda de Irupê

Por Rafael.IrupêMuito parecida com a lenda amazônica da Vitória Régia, é a lenda do Irupê, ou Irupe. Esta também conta com uma garota que se joga na água. Porém, diferentemente da primeira, ela não está em busca de algo, e, sim, fugindo de algo.

Conta a lenda que a jovem Irupê participava de uma festa em sua aldeia. O problema é que ela teve o azar de cair nas graças de um bêbado muito chato, de nome Chiru, que se apaixonou por ela.

Chiru a atormentou a noite inteira, até que Irupê decidiu sair da festa. Porém, o inconveniente ébrio a perseguiu mata adentro. Depois de muito fugir, Irupê chegou à beirada de um rochedo bem alto próximo a um rio. Era o fim da linha para ela.

Decidida a não ficar com aquele estrupício bêbado, a jovem salta e caiu nas águas profundas do rio. Chiru, um chato pegajoso, não desiste e segue Irupê, mergulhando na agitada correnteza. Ao fim, ambos terminados suas vidas se afogando.

Tupã, o grande Deus, observava toda a cena e decidiu premiar a jovem Irupê, a transformando em um bela flor avermelhada, em forma de coroa, que flutua pelo rio.

O rio em que Irupê se afogou passou a se chamar rio Paraguai, que significa, rio das coroas.

Essa versão da lenda você pode encontrar no livro Leyendas y creencias populares del Paraguay.

Lenda da Guavira

Por Rafael.

guavira

A guavira ou guabiroba é uma fruta nativa do continente sul-americano. Sobre ela, há uma lenda no Paraguai. Esta versão foi extraída do livro Leyendas y creencias populares del Paraguay.

Nos tempos da colonização, houve um embate entre uma tribo indígena e colonizadores. O confronto terminou positivamente para os índios, que levaram um dos soldados para a aldeia como prisioneiro. Ninguém esperava, mas o prisioneiro branco caiu nas graças de Apykasu,  a filha do grande chefe Jaguati.

A jovem índia conseguiu convencer seu pai a deixá-la ficar com o europeu, o problema foi convencer o rapaz disso, pois ele já havia jurado seu amor a outra mulher que estava lá na Europa.

Depois de tantas investidas e negativas, a moça foi falar com a feiticeira da tribo. Esta lhe receitou um remedinho que foi tiro e queda. Apykasu só tinha que levar o rapaz até um monte onde havia um pé de guavira e fazê-lo comer uma das frutinhas. Ele cairia de amores por ela, no ato.

Não deu outra, Apykasu e o branquelo passaram a vida juntos e tiveram muitos filhos. E, assim, termina mais uma das curiosas lendas paraguaias.