Personagens

Eva, a protagonista de YVY, no traço de Ricardo Fonseca. É uma garota guarani que deixa a redução em que vivia para procurar seu avô na floresta. Já leu os episódios? Clica aí: Episódios.

eva

Anúncios

A Lenda do Urutau.

Por Rafael.

Essa é uma lenda paraguaia que é contada, de forma um pouco diferente, no Brasil. Também extraída do livro Leyendas y creencias populares del Paraguay.  Como não podia deixar de ser, trata de uma história de amor entre dois jovens, que termina tragicamente.

Uruti, a filha do grande chefe guarani, de nome Arakare, se apaixona por um jovem de uma tribo rival, chamado Jaguarainga. Nesse Romeu e Julieta guarani (ou Romeu e Julieta é que seriam o Uruti e Jaguarainga inglês?) o pai da moça a encontra junto com seu amado e decide levá-la ao pajé da tribo, que determina que Uruti deve permanecer casta pelo bem do seu povo, para que nenhuma maldição veia cair sobre eles.

Obviamente, os jovens mandam a determinação do pajé para os quintos do inferno e voltam a se encontrar. Quando o chefe Arakare consegue colocar a mão sobre Jaguarainga, este tem o seu trágico fim, com um golpe de tacape na cabeça e seu corpo desmembrado logo depois.

Uruti amaldiçoa seu pai e foge para a floresta para nunca mais ser vista, sua mãe, em solidariedade a filha vai atrás dela. O chefe Arakare termina seus dias sozinho e amargurado, sem nunca mais ver sua mulher e filha.

Hoje, dizem que o canto do urutau, uma ave noturna do conesul da América, é o lamento de Uruti que perdeu seu amado de forma tão brutal.

urutau

 

 

A Lenda da Erva-Marte.

Por Rafael.

ca'a iary

Ainda que eu seja gaúcho, e more no Rio Grande do Sul, tomando chimarrão desde criança, não conhecia a lenda da erva-mate. Mais uma do livro Leyendas y creencias populares del Paraguay.

Os trabalhadores da erva-mate, que no Paraguai são conhecidos como “mineros”, acreditam na lenda de Ka’a Iary ou Ca’a Iary. Ela diz que, se você deixar um bilhete para o espírito de Ka’a Iary entre as folhas da árvore de erva-marte e aparecer nesse local à noite, você encontrará com ele. Porém, o espírito não aparece assim tão facilmente, primeiro há um teste. Você deve encarar o ataque de uma onça e de outros animais selvagens, sem se assustar. Se correr, será morto. Se permanecer de sangue frio, sem medo, os animais não se importarão com você, então, o espírito aparecerá e lhe proporá um trato.

Na versão que li, se tratava de um espírito feminino, então, ele exigirá fidelidade de você, que não poderá ficar nunca mais com outra mulher. Nessa versão, não explicava se uma mulher poderia invocar o espírito, não sei como isso ficaria.

Se cumprir essa simples exigência, o espírito o ajudará para sempre, colhendo as folhas da erva-mate por você, fazendo peso na balança para que ganhe mais, enfim. Se você for um trabalhador da erva-mate, só há vantagens em se fazer o trato com o espírito de Ka’a Iary,

Lendas do Paraguai

Por Rafael.

Na minha rápida visita ao Paraguai no último verão, trouxe este livro muito interessante, Leyendas y Creencias Populares del Paraguay, organizado pelo autor Jorge Montesino.

Como o título sugere, traz diversas histórias da mitologia que envolve a cultura paraguaia, como a lenda do milho, da mandioca, erva-mate, entre outras. Veremos quanta similaridade existe entre os povos paraguaio e brasileiro.

Começarei esta semana a falar das histórias deste livro aqui no blog, aguardem!lendas do paraguai

Os Guarani Mbyá

Por Rafael.

capa do livro os guarani mbyá

Lançado em agosto de 2015, o livro Os Guarani Mbyá, de Vherá Poty e Danilo Christidis, apresenta um olhar diferenciado sobre os guarani e sua cultura, possibilitando a desconstrução de ideias existentes sobre esse povo e sobre os indígenas em geral.

Com 176 páginas, o livro traz fotografias que buscam representar o modo de vida mbyá. Desde os momentos de trabalho, de confraternização, de descanso, até os espirituais. Podemos vê-los em suas tekoá (o termo guarani para aldeia), dentro de suas casas de taquara e das opy (casa de reza), fumando o petynguá (cachimbo), esquentando a água para o ka’a (chimarrão), entre outros momentos da vida.

O livro é resultado de uma relação iniciada entre os dois fotógrafos, ainda em 2008. Vherá, um guarani mbyá, e Danilo, um juruá (termo guarani para pessoas não-indígenas), conviveram em cerca de quinze comunidades guarani do Rio Grande do Sul durante a realização desse trabalho. As fotografias do livro já foram expostas em universidades e em várias cidades gaúchas.

Os Guarani Mbyá é um livro importante na luta pela defesa e valorização dos povos originários brasileiros e latino-americanos. Importante nesse momento em que vivemos uma realidade de ataques aos direitos indígenas.

Leia também:

Índios são índios?

Visita a Retomada Guarani