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Vitória!

Guarani

Por Rafael.

guarani

Recentemente, meu parceiro de projeto YVY, o Ricardo Fonseca, me mandou um link para uma História em Quadrinhos sensacional que vou resenhar minimamente aqui pra vocês.

A chamada Guerra do Paraguai, salvo exceções, é pouco tratada nos quadrinhos nacionais, porém, temos aqui essa bela obra dos argentinos Diego Agrimbau (roteiro) e Gabriel Ippóliti (arte) que trata desse tema de grande importância para a história do Conesul.

A obra se chama Guarani e traz as aventuras do fictício fotógrafo francês Pierre Duprat que acompanha o exército argentino até o coração da República Paraguaia. Duprat é especialista em registrar povos nativos e o seu modo de vida, carrega consigo várias fotos tiradas na África. Ele quer encontrar representantes do povo guarani para aumentar seu acervo fotográfico. Ao chegar ao seu destino, acaba conhecendo profundamente a cultura e o modo de vida guarani.

Porém, durante esse caminho, se depara com o horror que foi a Guerra do Paraguai, conhecida pelos paraguaios como Guerra Grande. Em especial, testemunha a horrenda batalha que ficou conhecida como Batalha de Acosta Ñu, Acontecida no final do conflito, quando o exército paraguaio já não contava com mais soldados para continuar lutando, apelando, dessa forma, para o recrutamento de crianças. Nesse dia, milhares de soldados da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) enfrentaram um contingente paraguaio composto por menores de 15 anos na sua maioria. A pouca idade dos soldados paraguaios não diminuiu a vontade de lutar de seus inimigos, terminando, então, numa carnificina atroz. O exército brasileiro era comandado pelo Conde D’Eu, de nacionalidade francesa, casado com a princesa Isabel.

Duprat bem que tenta registrar aquela vergonhosa “batalha”, porém lhe foi ordenado pelo Conde D’Eu que destruísse esses registros, ficando, assim, esquecido na história brasileira esse absurdo protagonizado pelo nosso exército. A Batalha de Acosta Ñu se deu no dia 16 de agosto de 1869, nessa data é celebrado o Dia da Criança no Paraguai.

Na verdade, não existe uma edição brasileira dessa HQ, tive acesso a uma versão “pirata”, cujo link, para fins não-lucrativos, deixo aqui.

Até a próxima!

 

Sepé Tiaraju

Por Rafael.

sepé tiaraju

Uma das páginas da HQ.

Muitos conhecem a história do cacique guarani Sepé Tiaraju. Aqui no blog ele foi citado em uma postagem. Recentemente, descobri uma publicação da Câmara dos Deputados de Brasília, do ano de 2010, homenageando essa figura que agora se encontra no “Panteão dos Heróis da Pátria”, por iniciativa do então deputado federal, Marco Maia, do PT.

Não sei, exatamente, que “pátria” Sepé teria defendido. Acredito que não uma que escraviza negros e índios. Porém, a publicação comemorativa da ocasião, lançada pela Câmara, é uma História em Quadrinhos de autoria de Luiz Gatto (roteiro) e Plínio Quartim (arte), muito instrutiva e pronta para ser usada em escolas como base para um debate. A história exagera um pouco na questão da harmonia entre jesuítas e guaranis, como se os últimos tivessem aderido “naturalmente” ao cristianismo, mas a obra não perde importância. Pode ser baixada no seguinte link.

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