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Astronomia nas Missões

Se diz que o primeiro a apontar uma luneta para o céu foi o astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642). A partir de então, tudo mudaria, ele descobriu que o planeta Júpiter era rodeado por satélites. Sendo assim, era verdade que nem tudo no universo circulava em torno do nosso planeta Terra, como acreditava Copérnico, um astrônomo de um período anterior (1473-1543), responsável pela ideia do universo heliocêntrico, modelo defendido por Galileu.

Galileu teve que se retratar perante o tribunal da inquisição, por suas ideias contrárias ao geocentrismo defendido pela igreja católica. Isso nos faz pensar sobre a nossa página 11, do nosso primeiro episódio de YVY. Por que um jesuíta carregaria uma luneta? Bom, o período em que a nossa história se passa é finais do século XVII e início do XVIII, as ideias de Galileu já deveriam estar bem conhecidas nos meios acadêmicos, qualquer pessoa bem informada, na época, já deveria ter tido contato com essa discussão de heliocentrismo X geocentrismo e feito seu juízo. Acho que não é inconcebível que pessoas altamente letradas como eram os jesuítas não tivessem estudado essa questão e, quem sabe, alguns deles, até começassem a duvidar do modelo geocêntrico. Caso do nosso amigo Juan Diego. Aguardem a continuação da história!

Para saber mais, clique aqui.

Coleção explorando o ensino astronomia

 

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As Missões nos Quadrinhos

O uso de lugares ou momentos históricos como conteúdo de uma obra é algo bem comum. Agora, poderíamos citar as muitas histórias de samurai, no cinema e nos quadrinhos, bem como as de cowboy. Ambas buscando explorar cenários, paisagens ou costumes para dar sabor a uma história.

Em YVY, buscamos nossa inspiração, primeiramente, nos intrigantes cenários das missões jesuíticas brasileiras (ainda existem as do outro lado do rio Uruguai), das quais só restam ruínas, misteriosas ruínas. Como era a vida das pessoas que habitavam esse lugar? Em que acreditavam? O que temiam? Como resolviam seus problemas? Parecem perguntas fáceis de responder para um historiador, mas queremos algo que só a ficção pode trazer.

Diferentemente das histórias que queremos contar em YVY, existem quadrinhos que retratam a história das missões de um ponto de vista mais baseado na pesquisa histórica ou documental, com um trabalho mais apurado nesse sentido. Citaremos dois: Um se chama Sepé Tiarajú – a história das ruínas de São Miguel e o outro é Sepé Tiarajú – a saga de um herói.

O primeiro, baseado no romance de Alcy Cheuiche, com desenho José Carlos Melgar, trata-se de uma ficção histórica, que ainda que seja ficção, possui um fundamentado trabalho de pesquisa e retrata as desventuras de um jesuíta holandês que participa da fundação de São Miguel das Missões e conhece o grande Sepé Tiarajú. Essa obra foi publicada em 1988 e é um pouco difícil de encontrá-la, mas pode-se tentar entrar em contato com a editora Martins Livreiro.

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capa do livro de Cheuiche e Melgar.

A segunda obra, mais recente, de 2016, é de autoria do quadrinista Clayton Cardoso, natural de Santo Ângelo, região missioneira. Aqui também existe um grande esforço de pesquisa para compor os personagens, os cenários e os eventos históricos. Para adquirir a obra basta entrar em contato direto com o autor, que, nessa era digital, não é muito difícil.

Outros trabalhos devem existir, tanto do lado brasileiro quanto do outro lado da fronteira. Diga-se de passagem, fronteiras construídas pelos colonizadores, portanto, nesse sentido, imaginárias. Que se explore mais nossas paisagens e culturas regionais nas construções de mais histórias, dando mais significado para nossas existências.

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capa da obra de Clayton Cardoso.

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VISÕES

E chegamos na página de número 10 da nossa história, mais nove restam para conhecermos a conclusão dessa aventura, se é que ela vai concluir. Eva tenta usar o petynguá, cachimbo guarani, para chegar a uma visão do que está acontecendo com o gado da redução, bom ela não consegue, depois saberemos a razão.

Para o povo guarani, o uso do petynguá tem uma conotação sagrada, é um elo de ligação com o mundo espiritual. Não é o mesmo uso que o branco faz do ato de fumar. Aqui em YVY, uma série de ficção, procuramos respeitar a cultura desse povo nativo das Américas, mas queremos explorar o lado fantástico da realidade. Existem algum?

Para saber mais sobre o petynguá, clique aqui.

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Começa o baile!

A partir de hoje, e nas próximas dezoito semanas, você acompanhará o primeiro episódio de YVY-Mistérios da Terra. Participe com os comentários, compartilhe o conteúdo e nos apoie, se quiser.

Boa leitura!