Guerreiros da Amazônia

Por Rafael.

Em mais de uma ocasião, trouxe, aqui, exemplos de autores que se inspiram, ou se inspiraram, na história e cultura brasileiras para elaborar seus universos criativos. Neste post, falarei de uma série nacional de animação e literatura, que busca sua inspiração na Floresta Amazônica, nos povos que a habitam e na natureza que a compõe. Me refiro à série Guerreiros da Amazônia.

A série de animação foi criada por Ronaldo Barcelos em 1999, e disponibilizada no site  http://www.guerreirosdaamazonia.com.br/. Também é possível acompanhar as aventuras dos protetores da Amazônia pelo youtube. Mais tarde, a série ganhou uma versão em livros, com ilustrações de Ronaldo Santana, cuja versão digital é possível de ser encontrada lá no mesmo site.

Barcelos tem como inspiração a floresta Amazônica, sua fauna e flora, sua realidade social, suas lendas, os povos que a habitam, etc. E, inspirado, também, no universo dos super-heróis, ele criou um grupo de heróis que devem, como missão, proteger a Amazônia. Para isso, cada um dos personagens é dotado dos poderes de um animal amazônico.

No livro da série, acompanhamos três jovens, de diferentes regiões brasileiras, que se perdem na floresta, após a queda do seu monomotor. Os jovens acabam salvos por uma tribo da Amazônia e são levados para a cidade secreta do povo Amazon. Uma cidade fundada por um cacique de cada tribo amazônica, com o objetivo de preservar os segredos e riquezas da floresta, perante o inexorável avanço da civilização branca. Nessa cidade, os jovens ganham suas armaduras Amazon e seus poderes.

Durante o desenrolar dos acontecimentos, Barcelos vai, através dos diálogos, apresentando a realidade da floresta, árvores, frutas, animais, costumes e lendas. Tudo explicado em um detalhado glossário ao final do livro. Para complementar, o livro trás um manual para auxiliar professores que queiram utilizá-lo como material didático em suas aulas. Transformando, assim, o universo criativo dos personagens em uma proposta pedagógica.

Apenas senti falta de saber que povos indígenas eram representados na história. O autor não especifica isso, se eram ianomamis, munduruku, ou outro. Apresentando, assim, índios um pouco genéricos. Mas, esse fato não tira a importância desse trabalho, que mereceria muito mais visibilidade.

Obrigado e até a próxima!

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