As Missões nos Quadrinhos

O uso de lugares ou momentos históricos como conteúdo de uma obra é algo bem comum. Agora, poderíamos citar as muitas histórias de samurai, no cinema e nos quadrinhos, bem como as de cowboy. Ambas buscando explorar cenários, paisagens ou costumes para dar sabor a uma história.

Em YVY, buscamos nossa inspiração, primeiramente, nos intrigantes cenários das missões jesuíticas brasileiras (ainda existem as do outro lado do rio Uruguai), das quais só restam ruínas, misteriosas ruínas. Como era a vida das pessoas que habitavam esse lugar? Em que acreditavam? O que temiam? Como resolviam seus problemas? Parecem perguntas fáceis de responder para um historiador, mas queremos algo que só a ficção pode trazer.

Diferentemente das histórias que queremos contar em YVY, existem quadrinhos que retratam a história das missões de um ponto de vista mais baseado na pesquisa histórica ou documental, com um trabalho mais apurado nesse sentido. Citaremos dois: Um se chama Sepé Tiarajú – a história das ruínas de São Miguel e o outro é Sepé Tiarajú – a saga de um herói.

O primeiro, baseado no romance de Alcy Cheuiche, com desenho José Carlos Melgar, trata-se de uma ficção histórica, que ainda que seja ficção, possui um fundamentado trabalho de pesquisa e retrata as desventuras de um jesuíta holandês que participa da fundação de São Miguel das Missões e conhece o grande Sepé Tiarajú. Essa obra foi publicada em 1988 e é um pouco difícil de encontrá-la, mas pode-se tentar entrar em contato com a editora Martins Livreiro.

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capa do livro de Cheuiche e Melgar.

A segunda obra, mais recente, de 2016, é de autoria do quadrinista Clayton Cardoso, natural de Santo Ângelo, região missioneira. Aqui também existe um grande esforço de pesquisa para compor os personagens, os cenários e os eventos históricos. Para adquirir a obra basta entrar em contato direto com o autor, que, nessa era digital, não é muito difícil.

Outros trabalhos devem existir, tanto do lado brasileiro quanto do outro lado da fronteira. Diga-se de passagem, fronteiras construídas pelos colonizadores, portanto, nesse sentido, imaginárias. Que se explore mais nossas paisagens e culturas regionais nas construções de mais histórias, dando mais significado para nossas existências.

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capa da obra de Clayton Cardoso.

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