0

Quadrinhos no Celular! Outra forma de ler YVY

Por Rafael

Investindo ainda no formato digital, esta semana inauguramos uma nova opção para os leitores e leitoras acompanharem a série YVY. Para quem está acostumado a ler no celular ou tablet, agora é possível baixar o aplicativo de YVY e instalar no seu aparelho. O primeiro episódio, A Redução, está disponível completo e quem ainda não o leu no site, pode experimentar essa nova experiência de leitura. O segundo episódio, O Dia da Caça, está em andamento, acompanhando o mesmo ritmo do site, toda semana uma página nova. O aplicativo é gratuito e pode ser encontrado no Google play. Aqui você tem uma prévia do visual do aplicativo no seu celular.

YVY no celular  app de YVYquadrinhos no celularyvy na tela do celular

 

 

0

O Processo de uma História em Quadrinhos

Por Ricardo Fonseca.

Saudações companheiros que acompanham nossa série YVY- Mistérios da Terra! Hoje vou falar um pouco sobre o processo de criação de O Dia da Caça.

Eu e o meu parceiro nesta segunda jornada pelo universo da Eva, Rafael Martins da Costa, começamos a pensar no argumento desta história no início de 2016, reunimos referências para cenários e personagens, debatemos o roteiro e possíveis desdobramentos futuros da trama, até chegarmos ao story board (rafes do roteiro ilustrado) definitivo.

ruínas de cemitério

Exemplos de imagens conceituais para criação das páginas.

São Miguel das Missões

Exemplos de imagens conceituais para criação das páginas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu processo para desenhar O Dia da Caça seguiu as seguintes etapas;

1.Desenho à lápis das páginas em tamanho A3, procurando valorizar a expressividade das linhas e traços.

página à lápis.

Esboço à lápis da página 2 – O Dia da Caça

2.Digitalização das páginas (scanner), transformação dos tons cinza do grafite em azul e impressão das páginas resultantes em formato A4.

página em azul

A transformação do desenho em tons azuis facilita o processo de finalização das páginas para a arte-final.

  1. Na arte-final das páginas usei canetas de nanquim descartável (0,2 e 0,4) e em alguns áreas de maior preenchimento, canetas pitt e pilot.
página finalizada com caneta

 As páginas A4 arte-finalizadas são novamente scaneadas e digitalmente removem-se os tons de azul para a aplicação textos e balões.

Em linhas gerais este foi o processo de desenho da história. Argumento, roteiro, storyboard, esboços à lápis e arte final à caneta.

Boa leitura e até a próxima!

 

 

 

 

0

Por que webcomics?Aonde elas podem chegar?

Por Rafael

Nos últimos anos tem ganhado relevância, no mundo dos quadrinhos, um formato de publicação típico da nossa era tecnológica/informacional, estou falando das chamadas webcomics, webquadrinhos ou ,simplesmente, quadrinhos pela internet. Podemos dizer que são histórias em quadrinhos publicadas nas plataformas de internet, como blogs, websites, facebook, twitter, etc. Atualmente, são incontáveis os títulos e personagens lançados na rede mundial de computadores. Tentando acompanhar essa tendência, lançamos YVY – Mistérios da Terra, em março de 2017.

Certamente, uma inspiração para essa iniciativa foi a explosão do fenômeno O Doutrinador. Esta já clássica história em quadrinhos (HQ) começou a chamar a atenção durante as chamadas Jornadas de Junho, em junho de 2013, fazendo história juntamente com o povo nas ruas. Nesse período, o facebook era inundado por fotos de manifestantes tomando as ruas por todo o Brasil, confrontos com a polícia, repressão, pessoas golpeadas, vidraças quebradas, etc. tudo isso fazia parte do cardápio diário dos usuários dessa rede social. Em meio a esse turbilhão de imagens, ganharam destaque páginas de uma HQ, atualizada semanalmente, que traziam um personagem todo de preto, capuz, camiseta de rock, máscara de gás, armas e acessórios militares. Se a justiça não era possível nas ruas ou no congresso nacional, nas páginas de O Doutrinador, o leitor poderia acompanhar políticos e empresários corruptos encontrando um fim digno para eles. Com a imensa repercussão de seu trabalho, seu autor, Luciano Cunha, começa a busca de viabilizar seu projeto com a venda de camisetas, prints, a versão impressa da HQ e a versão digital. Em 2018 seu personagem ganhará as telas do cinema. Quem sabe, este seja o mais bem sucedido projeto de quadrinhos que começou pela internet, ao menos no Brasil.

Outros exemplos de webcomics brasileiras que parecem ter se viabilizado de maneira satisfatória, porém navegando pelo gênero cartum/tirinhas, são os Quadrinhos Ácidos e o Willtirando , criadas, respectivamente, por Pedro Leite e Will Leite. Através da excelente resposta do público, com milhares de compartilhamentos e inscritos em redes sociais, seus autores puderam investir em várias áreas, desde comercialização de produtos com a estampa dos seus personagens, livros impressos, livros digitais, até arrecadação em plataformas de crowdfunding. Parece haver muitas possibilidades para quem tem um projeto original de quadrinhos.

Ainda temos outros projetos como a personagem Valkíria, de Alex Mir e Alex Genaro, que tem suas histórias publicadas na plataforma petisco, ou o site Outros Quadrinhos, onde por exemplo, temos a HQ Contos do Cão Negro. Ambas ganharam suas versões impressas e conquistaram boa aceitação de público, mas a intenção desse texto não é fazer uma longa lista de títulos e personagens brasileiros, portanto, saiamos do país, por um momento, e vamos conhecer outras webcomics pelo mundo.

A menos que esteja enganado, parece ser no exterior, Estados Unidos e Europa, que temos uma repercussão maior dos projetos de quadrinhos pela internet. Existem centenas de títulos, que podemos encontrar em websites quem fazem um “ranqueamento” das webcomics mais populares, tipo um top 100 ou top 50. Um dos mais populares é o Spying With Lana, dos Estados UnidosEssa HQ tem como personagem central Lana, uma agente secreta sensual que, usando muito pouca roupa, se envolve nas missões mais estapafúrdias possíveis. Mesclando humor e erotismo, essa webcomic angariou milhares de seguidores e parece dar um bom retorno a seu autor, Sean Harrington.

Também dos Estados Unidos, venho a série Mag Na Mell. Com centenas de seguidores, esse projeto se fundamenta non folclore irlandês e apresenta, ao leitor, um mundo habitado por brinquedos que seguem suas vidas a partir de onde parou a fantasia de seus donos. Enviei uma fanart para a autora, Emily Rhain Andrews, que em retribuição me mandou alguns dos produtos com que ela trabalha no seu site, como diversos impressos e objetos dos personagens do universo criado por ela. Confira as imagens abaixo:

mag na mell key ring

mag na mell prints

 

 

 

 

 

mag na mell print

Na Europa, um título muito popular se chama El Vosque . Como sugere o título, a HQ é recheada dos ícones ligados ao imaginário europeu dos bosques, como elfos, druidas, fadas e animais falantes. Com um estilo próximo do Mangá, essa série é publicada na sua homepage em dois idiomas; espanhol e inglês, possui uma loja virtual com livros impressos e camisetas e um link para a plataforma de crowdfunding chamada Patreon, tudo indica que é um projeto rentável.

No universo hispano hablante, existe uma plataforma, meio rede social, chamada Subcultura. Fazendo o registro, você ganha um perfil, onde pode postar suas páginas de HQ, artes avulsas e textos. Também pode se relacionar com os demais autores, curtindo, “faneando”, comentando, compartilhando, etc. É uma rede muito rica para travar relações no campo das webcomics. Foi feito um perfil de YVY nessa plataforma e a ideia é explorar ao máximo seu potencial.

As webcomics chegarão a substituir as HQs impressas? Quem pode saber? Quais serão as formas de leitura do futuro? São coisas difíceis de antecipar, mas algo que acredito ser possível de dizer é que a internet facilitou um pouco o trabalho dos autores e autoras. Divulgando de maneira própria seu trabalho e para um público amplo, podendo travar relação direta com leitores, um caminho promissor se abre para quem quer fazer quadrinhos na internet e não dispõe de muitos recursos financeiros para iniciar uma publicação. Este é um pouco do caminho que pretendemos percorrer com YVY, carregando um pouco da História e cultura local em que seus autores estão imersos, no sul do Brasil, contando histórias interessantes e esperando fazer jus ao apoio do público.

 

0

O Dia da Caça!

No dia 7 de agosto irá ao ar a primeira página do segundo episódio de YVY – Mistérios da Terra. Esta história, toda em preto e branco, apresentará um clima mais pesado e um aspecto mais sombrio da personalidade da nossa heroína, Eva, que terá de enfrentar a crueldade de um grupo de bandeirantes, caçadores de gente. E ela não será menos cruel. A inconfundível arte de Ricardo Fonseca, desenhista portoalegrense que também assina as capas da série, nos conduzirá por essa história. Para conhecer mais desse artista clique aqui.

Confirme presença no evento do facebook, para não perder o início da história, clicando aqui.

página de quadrinhos

Uma das páginas da história.

capa de quadrinhos

Capa do segundo episódio. Arte de Ricardo Fonseca

0

Visita a Retomada Guarani

Casa guarani

Por Rafael

A série YVY se inspira na história e cultura do povo guarani, cujo território ocupava uma larga mancha territorial no que hoje é considerado o centro-sul do Brasil, nordeste da Argentina, Paraguai e sudeste da Bolívia. Atualmente, esse povo vive espalhado por diferentes aldeias e nas margens das rodovias, ocupando pequenos e pobres espaços. No Rio Grande do Sul, como em outras partes, a luta pelo direito ao seu território e cultura nunca parou.

Fogo de chão

No último sábado, 15/07, fiz uma visita à chamada Retomada, uma ocupação realizada por um grupo de famílias mbyá-guarani em terras do que era a extinta FEPAGRO, Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Sul.
Fui acompanhado de minha esposa, Daniela, e minha filha Moema. Havia feito contato com o cacique André Benites, através da internet. O único meio de comunicação de que dispõe a aldeia é o celular do cacique, que é carregado através de uma placa solar, presente de apoiadores da Retomada. O sinal de telefone na área é muito ruim, então, fazer esse contato não foi algo muito fácil. Mas, no fim das contas, consegui falar com o cacique, e marquei essa visita. Reunimos, entre amigos, algumas roupas e cobertores para levar como doação. Não foi muita coisa, mas melhor do que nada e os guarani receberam de muito bom grado.

Galinhas pelo pátio da aldeia

Na entrada da antiga FEPAGRO fomos recebidos por três jovens guarani, um menino e duas moças, que nos ajudaram a carregar as sacolas até o local da Retomada. Foi uns quarenta minutos de caminhada por uma trilha, no interior da mata, um pedaço da exuberante Mata Atlântica. Ao chegar, encontramos o povo sentado em círculo, em volta de uma fogueira. Conversavam em guarani, tomavam chimarrão, fumavam seus cachimbos petynguá, crianças brincavam em volta. Fomos recepcionados pelo cacique André Benites que nos contou um pouco da situação, mas principalmente nos falou que, ali, estavam contentes, viviam tranquilamente o seu modo de vida e agradeceram muito nosso interesse em ajudá-los, para eles, todo apoio é bem vindo.

Povo em volta do fogo

A série YVY não pretende fazer um trabalho científico ou antropológico, também não deseja “representar” a cultura guarani, mas procuramos respeitar a história desse povo e, na medida do possível, apoiar essa luta. Agora, o que podemos fazer é isso, quem sabe o que nos reserva o futuro. Outras visitas ocorrerão. Máximo respeito à Retomada guarani de Maquiné!

 

 

Para saber mais, acesse o blog dos apoiadores da Retomada clicando aqui.

0

Jesuítas e as missões

Uma das fontes usadas na pesquisa durante a produção de YVY é o livro Viagem às Missões Jesuíticas e Trabalhos Apostólicos, publicado pela Universidade de São Paulo, em 1980. O livro é uma compilação das cartas do padre jesuíta Antônio Sepp, escritas entre os fins do século XVII e o início do século XVIII, elas se destinavam aos seus parentes e amigos da Europa e contavam, em detalhes, os modos de vida das populações indígenas, o trabalho diário nas reduções, as dificuldades que encontravam, as doenças europeias que acometiam os indígenas, as defesas contra os ataques dos bandeirantes do Brasil, entre outras coisas. É o primeiro relato da vida em sociedade no território do atual estado do Rio Grande do Sul, sul do Brasil.

padre Antônio Sepp

0

O Padre Abduzido?

Supostos casos de abdução alienígena relatados em programas de TV, como o Contato Extraterrestre do canal History Channel, ou em revistas de ufologia são tratados pelas pessoas mais céticas e racionais como produto da imaginação, da bebida, das drogas alucinógenas, do delírio ou da picaretagem, mesmo. Se você for pesquisar, existem muitas histórias, e dependendo do seu ponto de vista, da sua visão de mundo, são absolutamente fantasiosas ou são dignas de atenção.

Aqui em YVY, não temos nenhum compromisso com nenhuma teoria a esse respeito. Só o que podemos dizer é que essa é uma rica fonte de histórias, explorada em muitos filmes e séries. Arquivo X, um seriado produzido nos anos 90 e início dos 2000 tratou muito bem desse tema, explorando seu lado policial/investigativo. O filme Contatos de 4° Grau, de 2009, com a estrela Milla Jojovich causou impacto no meio ufológico ao se apresentar como um documentário, baseado em experiências reais de uma doutora Abigail Tyler no Alasca. Mas o filme, dirigido pelo nigeriano Olatunde Osunsanmi, na verdade é de um subgênero pouco conhecido, o do “falso documentário”. Por isso, os ufólogos parecem ter detestado a obra.

O que aconteceu com o nosso personagem, o padre Juan Diego, tem tudo parece ser um caso de abdução. Será? Ele voltará da experiência? Esperemos.

0

O universo infinito

Na nossa página 13, vemos o padre Juan Diego defendendo ideias que levaram algumas pessoas para a fogueira, durante a idade média. Entre elas, um homem chamado Giordano Bruno. Assim como o padre indígena de YVY, ele acreditava que Deus não poderia ter criado um universo finito, este deveria ser tão grandioso quanto o seu criador, repleto de outros planetas, outros mundos. Deus estaria em tudo que existe.

Pensando assim, dificilmente seriamos a única e mais perfeita criação de Deus. Essa era uma ideia que batia de frente com o que acreditava a Igreja. O padre Juan Diego teria conhecido as ideias de Giordano Bruno? Ou será que ele mesmo formulou esses questionamentos? A história continua.

Para saber mais de Giordano Bruno, clique aqui.

0

Astronomia Guarani

Conhecemos muito bem os nomes de constelações gregas. O escorpião, o sagitário… nosso horóscopo é baseado nelas. Porém, os gregos não foram os únicos povos da antiguidade a observar o céu e criar seus mitos. É muito pouco conhecida entre nós, a astronomia praticada pelos povos nativos do continente americano, entre eles, os guarani. Esse povo também usava as estrelas para contar sua mitologia e cosmovisão. Na página 12 de YVY, tentamos fazer uma referência a essa tão rica cultura guarani. A constelação do ñandú, pássaro típico das campinas do sul do mundo, é uma entre tantas que fazem parte da sua astronomia ancestral. Para saber mais, clique aqui.

0

Astronomia nas Missões

Se diz que o primeiro a apontar uma luneta para o céu foi o astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642). A partir de então, tudo mudaria, ele descobriu que o planeta Júpiter era rodeado por satélites. Sendo assim, era verdade que nem tudo no universo circulava em torno do nosso planeta Terra, como acreditava Copérnico, um astrônomo de um período anterior (1473-1543), responsável pela ideia do universo heliocêntrico, modelo defendido por Galileu.

Galileu teve que se retratar perante o tribunal da inquisição, por suas ideias contrárias ao geocentrismo defendido pela igreja católica. Isso nos faz pensar sobre a nossa página 11, do nosso primeiro episódio de YVY. Por que um jesuíta carregaria uma luneta? Bom, o período em que a nossa história se passa é finais do século XVII e início do XVIII, as ideias de Galileu já deveriam estar bem conhecidas nos meios acadêmicos, qualquer pessoa bem informada, na época, já deveria ter tido contato com essa discussão de heliocentrismo X geocentrismo e feito seu juízo. Acho que não é inconcebível que pessoas altamente letradas como eram os jesuítas não tivessem estudado essa questão e, quem sabe, alguns deles, até começassem a duvidar do modelo geocêntrico. Caso do nosso amigo Juan Diego. Aguardem a continuação da história!

Para saber mais, clique aqui.

Coleção explorando o ensino astronomia